REDs e Atletas de Longa Duração

Por spadotto

21/05/2020

  • NUTRIÇÃO

É caracterizada como a síndrome do desequilíbrio entre o consumo calórico e o gasto energético durante a atividade esportiva. Uma inadequação da disponibilidade energética pode comprometer as funções fisiológicas do atleta, de ambos os sexos, amador ou de alto rendimento.

Na maioria das vezes, o atleta acredita que vai melhorar a sua performance baixando o seu peso, através de uma restrição energética, reduzindo consideravelmente o consumo de alimentos e nutrientes importantes para a prática da atividade. Esse padrão, aliado ao aumento do volume de treino, acaba gerando um efeito negativo, comprometendo a saúde e performance a curto e longo-prazo.

Na RED-S ocorrem inúmeras alterações fisiológicas: cardiovasculares, gastrointestinais, hematológicas, hormonais, psicológicas e no sistema imunológico. Além de ocasionar deficiências nutricionais (anemia e osteoporose), fadiga crônica, alterações no sono e aumento do risco de infecções e doenças, prejudicando a saúde e a performance do atleta.

Trabalhar com uma equipe multidisciplinar; nutricionista, médico do esporte, educador físico e psicólogo é de extrema importância para detectar o surgimento dessa síndrome.

Pontos como, perda de peso de forma rápida e excessiva, falta de menstruação em mulheres, ajuste inadequado do aporte energético na dieta e excesso de treino sem fases regenerativas ou descanso, são fatores que comprometem a performance, aumentando a fadiga do atleta iniciando uma Síndrome RED-S.

A síndrome deve ser evitada, mas quando detectada o tratamento consiste em balancear o consumo energético, ajustando o gasto do exercício além de tratar as consequências causadas. Em alguns casos, ela poderá afastar o atleta do esporte por um determinado período.

Os profissionais de nutrição e da área da saúde devem orientar e acompanhar o atleta de forma individual, promovendo principalmente saúde e performance esportiva.